domingo, 12 de janeiro de 2014

Cafeína melhora a memória a longo prazo

A cafeína melhora a memória e tem efeitos positivos a longo prazo, concluiu um estudo de uma universidade norte-americana publicado, este domingo, numa revista científica.
Uma equipa da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, descobriu que a cafeína estimula certas memórias, pelo menos até 24 horas após o consumo.
Segundo o estudo, publicado na revista "Nature Neuroscience", a cafeína tem um efeito positivo sobre a memória a longo prazo em humanos.
"Sempre soubemos que a cafeína tem efeitos que melhoraram o desempenho cognitivo, mas nunca foi examinado em detalhe nos seres humanos os seus efeitos específicos sobre o reforço da memória e como ela gera resistência ao esquecimento", disse Michael Yassa, especialista que liderou o estudo.
O professor universitário adiantou que, pela primeira vez, foi detetado um efeito específico da cafeína por mais de 24 horas, que diminui o esquecimento.
 

Fonte:http://www.jn.pt/

sábado, 11 de janeiro de 2014

Descoberta nova espécie de tartaruga com 145 milhões de anos nas arribas de Mafra


Os paleontólogos espanhóis Francisco Ortega e Adán Pérez-García anunciam hoje em Torres Vedras a descoberta de uma nova espécie de tartaruga com 145 milhões de anos, cujo fóssil foi descoberto nas arribas de uma praia em Mafra.

«Sabíamos que estas tartarugas se encontravam unicamente na Europa e apenas na Inglaterra no Cretáceo Inferior (há 65 milhões de anos), mas este achado em Portugal permitiu-nos descobrir uma tartaruga com 80 milhões de diferença daquela, porque esta é do Jurássico Superior e tem 145 milhões de anos», afirmou Francisco Ortega, paleontólogo e diretor científico da Sociedade de História Natural de Torres Vedras, à agência Lusa.
As semelhanças existentes entre elas permitiram aos cientistas perceber que pertencem à mesma família das «eucryptodiras», de que fazem parte tartarugas atuais, mas as diferenças anatómicas entre ambas levaram-nos a concluir que se tratava de uma nova espécie para a ciência, a que apelidaram de 'Hylaeochelys kappa'.

Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/n

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Meditar meia hora por dia alivia ansiedade e depressão, equiparável a antidepressivos

Meditar durante meia hora todos os dias ajuda a aliviar os sintomas da ansiedade e da depressão, revela uma análise feita com base em resultados de cerca de 50 testes clínicos.

«Um grande número de pessoas recorre à meditação mas este exercício não é considerado parte de alguma terapia médica», disse Madhav Goyal, professor adjunto de medicina interna na Universidade Johns Hopkins e principal autor deste estudo publicado na edição online do Jama (Journal of the American Medical Association).
«Mas na nossa pesquisa, a meditação parece aliviar os sintomas da ansiedade e de depressão tanto quanto os antidepressivos noutros estudos», afirmou Goyal ao esclarecer que estes pacientes não sofrem de formas severas de ansiedade ou depressão.
Os cientistas avaliaram o nível de mudança dos sintomas entre as pessoas que sofrem de uma variedade de problemas de saúde, como a insónia ou a fibromialgia, um transtorno que causa dores musculares crónicas.
Apenas uma minoria destes pacientes sofria de uma doença mental, afirmaram os autores.
Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/n

sábado, 4 de janeiro de 2014

Vitelo com duas cabeças nasceu em Marrocos

Um vitelo com duas cabeças nasceu recentemente em Fez, no centro de Marrocos, e o está aparentemente de boa saúde, anunciou hoje um fotógrafo da agência noticiosa AFP.
O nascimento do vitelo ocorreu segunda-feira de manhã em Sefru, uma cidade situada nas encostas do Médio Atlas, uma das cadeias montanhosas do país magrebino.
"O vitelo foi baptizado 'Sana saida' (Bom ano) porque nasceu no dia do novo ano", disse à AFP a proprietária do animal.
Esta mãe de cinco filhos declarou ter ficado "surpreendida", mas assegurou que não teve "medo" e evocou "uma obra de Alá".
O animal parece de boa saúde e está a tornar-se uma atracção na região, apesar de o veterinário de Sefru, Mohammed Bkal, ter admitido ser "impossível prever o seu futuro", ao referir-se a uma "malformação congénita com complicada confirmação do diagnóstico devido à ausência de meios adequados".
Citados pela agência oficial MAP, outros veterinários indicaram, por sua vez, que a vaca "deveria ter provavelmente gémeos que se fundiram devido a uma malformação genética".
Apesar de ser um caso raríssimo, não é inédito, precisa a AFP. Em Setembro, foi registado um vitelo de duas cabeças nado-morto numa quinta de Oregon, nos Estados Unidos.
Fonte:http://sol.sapo.pt/i

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Estudos advertem: Dar gargalhadas pode ser prejudicial para a saúde

Uma nova revisão de pesquisas académicas publicada numa revista médica britânica descreve os efeitos negativos da gargalhada Entre os alertas estão: a força do riso pode deslocar os maxilares, propiciar o surgimento de hérnias e causar ataques de asma e dor de cabeça. As gargalhadas podem também causar arritmia cardíaca, desmaios e enfisema (esse último, de acordo com um estudo publicado em 1892).

Além disso, rir em excesso pode causar as síndromes raras e perigosas como a de Pilgaard-Dahl e de Boerhaave. E não se esqueça do impacto aterrorizante do riso prolongado no trato urinário (detalhado em um artigo publicado pela Lancet em 1982, intitulado «Giggle Incontinence», ou Incontinência do Riso, em tradução literal).
Na pior das hipóteses, a nova revisão pode ser uma boa notícia para os sisudos. Se 2013 foi o ano dos hipocondríacos, os autores do estudo dão a entender que 2014 será o ano dos pacientes saudáveis de mau humor.
A análise, intitulada «Laughter and Mirth (Methodical Investigation of Risibility, Therapeutic and Harmful)» (O riso e a investigação metódica da risada terapêutica e prejudicial, em tradução livre), recorreu a cerca de 5.000 estudos. Ela foi publicada na revista BMJ, antigamente conhecida como The British Medical Journal, que publica há muito tempo artigos com pesquisas minuciosas sobre assuntos divertidos nas edições de fim de ano. O subeditor da revista, Tony Delamothe, afirmou que o estudo foi revisto por pares – provavelmente por um médico com o senso de humor cuidadosamente controlado.
Este ano, a edição de Natal também inclui os artigos: «Were James Bond's drinks shaken because of alcohol induced tremor?» (As bebidas de James Bond eram batidas por conta de tremores causados pelo alcoolismo?), «The survival time of chocolates on hospital wards: covert observational study» (O tempo de sobrevivência dos chocolates nas alas hospitalares: um estudo observacional secreto), e «Operating room safety: the 10 point plan to safe flinging» (Segurança na sala de operação: um plano em 10 passos para um arremesso seguro), que apresentava precauções como: «Antes de arremessar, identifique o alvo e a área atrás dele», e «nunca arremesse um instrumento para o alto».
Na Primavera passada, os co-autores do estudo,  Robin E. Ferner, professor honorário de farmacologia clínica na Universidade de Birmingham, e Jeffrey K. Aronson, associado de farmacologia clínica em Oxford, especializado no estudo dos benefícios e malefícios de remédios, conversaram sobre qual a relação entre danos e benefícios que poderiam explorar para conseguir a vaga disputada na capa da edição de Natal da BMJ. De acordo com Delamothe, o BMJ recebe quase 120 artigos e aceita cerca de 30.
Ferner e Aronson pensaram nas especialidades de fim de ano, por exemplo, mas as suas preferências eram muito diferentes. «Ele gosta de vinhos licorosos, eu prefiro os secos», explicou Ferner. Então os dois encontraram uma causa em comum, «já que nós dois gostamos de um humor sardónico».
Os dois limitaram os artigos que mencionam o riso a um total de 785, colocando-os em três categorias: benefícios (85), danos (114) e condições que causam riso crónico (586).
A questão chegou em boa hora, argumentaram, já que o BMJ não havia abordado o riso de forma séria há mais de um século. Em 1898, a revista havia publicado o estudo de caso do ataque cardíaco de uma menina de 13 que riu em demasia. No ano seguinte, o problema do riso foi levantado novamente quando o autor de um editorial escreveu em resposta à sugestão de um médico italiano de que as piadas poderiam ser usadas como tratamento para a bronquite, propondo um o termo «gelototerapia». (Gelos era o deus grego do riso; em italiano, gelato significa sorvete.)
Demorou até que o riso ganhasse força como terapia: Em 1928, a revista científica The Journal of the American Medical Association deu pouca atenção ao livro de James J. Walsh, «Laughter and Health» (Riso e saúde, em tradução livre).
Os danos, no entanto, foram observados com atenção. Uma discussão publicada em 1997 sobre a síndrome de Boerhaave, uma perfuração espontânea do esófago, um evento raro e potencialmente letal, mencionou ser o riso uma das suas causas comuns.
Além disso, existe também a misteriosa síndrome de Pilgaard-Dahl, identificada num artigo de 2010 como um pneumotórax induzido pelo riso que afecta homens fumadores de meia idade. O nome é uma homenagem aos comediantes dinamarqueses Ulf Pilgaard e Lisbet Dahl.
«Não acredito que os dinamarqueses sejam terrivelmente engraçados e depois de assistir a algumas de suas apresentações no YouTube, continuo sem acreditar, embora eu obviamente não fale dinamarquês», afirmou Ferner.
Existem outras ameaças respiratórias causadas pelo riso, afirmou. A ruptura dos alvéolos (pequenos sacos de ar dentro do pulmão, que geralmente contem cerca de 600 milhões cada): «Se fizer uma pessoa asmática rir com vontade é melhor que estejam com um inalador ao lado», afirmou Ferner. (Isso com base em 1936 experiências em torno do mecanismo do riso em pessoas asmáticas.)
Além disso, há o perigo de asfixia, como durante a ingestão de alimentos durante risadas intensas.
Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/

Estudo: Homens com excesso de peso produzem «pior esperma»

Ter excesso de peso é, como já se sabe, prejudicial para a saúde. Agora, mais um malefício pode ser adicionado à lista de «contras» por pesar mais do que o ideal.

Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Stanford e do Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development, ambos nos Estados Unidos, aponta que homens com índice de massa corporal (IMC) e tamanho abdominal acima do recomendado produzem esperma de qualidade inferior ao produzido por homens magros.
O IMC é uma medida que leva em conta a altura e o peso do indivíduo.
Uma pontuação de IMC que esteja entre 18.5 pontos e 24.9 pontos é considerada satisfatória. Já se a pontuação se situar entre 25 pontos e 29.9 pontos é considerada excesso de peso.
Um IMC de mais de 30 pontos já configura estado de obesidade.
O estudo — divulgado no jornal científico Human Reproduction — baseou-se em análise de dados abordando um universo de 500 casais, levantados entre 2005 e 2009 nos EUA.
Os homens que tiveram os seus dados analisados tinham, em média, 31 anos de idade, IMC em torno de 29.8 pontos e perímetro abdominal de 100,8 centímetros.
Assim, os investigadores encontraram evidências que relacionavam índices de IMC acima do ideal e circunferências abdominais avantajadas a um volume menor de esperma ejaculado, além de uma contagem menor de espermatozóides nesse líquido.
«Tudo que se relaciona com o esperma é importante. O líquido da ejaculação tem diversas substâncias que criam um ambiente seguro aos espermatozóides. Portanto, se esse líquido ocorre em volume baixo, pode ser um problema», disse Michael Eisenberg, um dos condutores do estudo.


Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/n